O Brasil possui uma variedade significativa de recursos que o posicionam de forma vantajosa na indústria de semicondutores e na revolução tecnológica. Mas é preciso “arregaçar as mangas”, pontua o professor Marcelo Zuffo, doutor em Engenharia Elétrica e diretor do Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista ao Projeto Brasil.
Filho do pioneiro João Antonio Zuffo, engenheiro eletricista que participou dos primórdios da computação no Brasil e foi o primeiro a produzir um chip no país, Marcelo seguiu os passos do pai e vem desenvolvendo projetos estratégicos na USP.
Na entrevista, ele examina a história e o potencial do Brasil na indústria de semicondutores, destacando o pioneirismo do país na fabricação de chips na década de 1970. A discussão explora a complexidade da cadeia produtiva, desde matérias-primas abundantes como o silício e terras raras, até a formação de recursos humanos altamente qualificados, que, infelizmente, resultam na exportação de talentos.
O especialista defende a a necessidade de políticas públicas integradas que impulsionem a demanda interna e a produção local, visando a soberania tecnológica e econômica do Brasil e aborda os desafios globais atuais, como a “Guerra Fria 2.0”, que, paradoxalmente, criam oportunidades para o Brasil desenvolver uma indústria de chips limpa e sustentável.
Ele elenca como o Brasil possui uma variedade significativa de recursos que o posicionam de forma vantajosa na indústria de semicondutores e na revolução tecnológica, desde recursos minerais essenciais, engenheiros especializados e talentos brasileiros e, para além de recursos naturais e infraestrutura, também a demanda interna.
Assista à íntegra da entrevista no especialista no Projeto Brasil no Youtube: