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Celso Furtado e a doença holandesa, por André Nassif

Luís Nassif

O artigo Underdevelopment, development, and the Dutch disease: the seminal and still relevant theory of Celso Furtado, de André Nassif, publicado na Revista de Economia Política (2025), apresenta diversas contribuições.

→ Acesse a íntegra do artigo no Acervo do Projeto Brasil, aqui.

Abaixo, o resumo e pontos em destaque do artigo de André Nassif sobre Celso Furtado, por Inteligência Artificial:

🧠 1. A teoria furtadiana do subdesenvolvimento

André Nassif defende que Celso Furtado não apenas seguiu a tradição cepalina, mas formulou uma teoria original do subdesenvolvimento, que leva em conta fatores:
• Históricos
• Sociais
• Estruturais

Segundo Furtado:
• O subdesenvolvimento não é uma etapa transitória, mas sim um processo autônomo e historicamente condicionado.
• A formação de mercados internos e a industrialização nos países periféricos dependem da superação de dualidades estruturais, como:
• Agricultura moderna vs. arcaica
• Consumo de massas vs. consumo restrito às elites
• Industrialização com geração de empregos vs. industrialização excludente

Furtado atribui o subdesenvolvimento brasileiro à colonização predatória, à estrutura fundiária desigual e à incorporação subordinada ao capitalismo internacional.

⛽ 2. Furtado foi pioneiro na análise da “doença holandesa”

O artigo demonstra que Celso Furtado foi o primeiro economista a elaborar uma teoria sobre o fenômeno conhecido como “doença holandesa”, antes da Holanda vivenciar o problema e antes da famosa formulação de Corden e Neary (1982).

Ele observou isso ao analisar a Venezuela, nos anos 1950:
• A abundância de petróleo provocou valorização cambial, perda de competitividade industrial e estagnação do setor produtivo.
• O efeito foi de desindustrialização prematura, concentração de renda e manutenção da estrutura agrária retrógrada.

Furtado, porém, não via a abundância de recursos como uma maldição inevitável (como sugeriram Sachs e Warner em 1995), mas sim como uma oportunidade desperdiçada, caso não houvesse:
• Políticas públicas ativas
• Diversificação produtiva
• Formação de capital humano

🧩 Conclusão do artigo

O texto conclui que:
• As teses de Furtado continuam altamente relevantes, sobretudo para países periféricos com abundância de recursos naturais, como o Brasil.
• A superação do subdesenvolvimento exige integração do mercado interno, redução das desigualdades, e o uso estratégico dos recursos naturais via política industrial e social ativa.

2 minutos de leitura 389 palavras 58 visualizações

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