Convidar um amigo

Compartilhar

Conteúdo exclusivo

Conteúdo exclusivo

Grupos
  • Foto de perfil
    FESPSP (2 membros)
    Grupo para a divulgação de conteúdos de pesquisadores e da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo).
  • Foto de perfil
    Administração Pública (6 membros)
    Grupo sobre questões relacionadas à Administração Pública, sob o olhar do atendimento do Interesse Público e Direitos Fundamentais, para estudiosos do Direito Administrativo, Políticas Públicas e Gestão Pública.
  • Foto de perfil
    Direito para Tod@s! (9 membros)
    Grupo de estudantes e pesquisadores de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP) para discutir diferentes áreas: Direito e Políticas Públicas, Gênero, Tecnologia, Constitucional, Penal, Tributário, entre outros.
  • Foto de perfil
    Meio Ambiente (3 membros)
    Discussão sobre pauta ambiental e projetos de preservação do meio ambiente
  • Foto de perfil
    Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento, INC (2 membros)
    Grupo do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT-PPED), rede de pesquisa que tem como principal objetivo contribuir para a renovação conceitual e instrumental da ação pública comprometida com o desenvolvimento.

Entidades sindicais pedem a integração no setor naval do Mercosul

Silvia Portela 

Este texto traz o documento* entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que pede que o governo brasileiro promova junto aos governos do Mercosul um processo de integração produtiva do setor naval para enfrentar a concorrência dos estaleiros asiáticos. O processo de construção da plataforma teve a participação do escritório regional do IndustriAll Sindicato Global, sediado em Montevideo, Uruguai.

Observatório dos Direitos Trabalhistas e Sociais Internacionais transcreveu este texto de CNM Noticias, da página da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT.

Trabalhadores entregam Plataforma Naval do Cone Sul e reforçam unidade regional 

Redação CNM/CUT, publicado em 05 de dezembro de 2025 

Com participação importante da CNM/CUT, iniciativa inédita une países da região em torno de um projeto comum para retomar a indústria naval e ampliar oportunidades de trabalho qualificado 

Em um ato considerado histórico para a classe trabalhadora sul-americana, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participou, nesta quarta-feira (3), em Brasília, da entrega oficial ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) da Plataforma de Integração e Cooperação da Indústria Naval e Offshore do Cone Sul. A entidade foi representada pelo secretário de Relações Internacionais, Maicon Michel Vasconcelos da Silva, e pelo coordenador do segmento Naval, Edson Rocha. 

A plataforma é fruto de um processo iniciado há dois anos. Já teve seminário realizado na Universidade de Buenos Aires (UBA), reunindo trabalhadores, sindicatos, empresários, universidades e representantes governamentais de vários países e várias reuniões onlines. Trata-se da primeira iniciativa em 34 anos de Mercosul a produzir um documento setorial comum envolvendo todos esses atores, um marco político, econômico e sindical. 

O objetivo central é integrar a cadeia produtiva da indústria naval e offshore em toda a América do Sul, fortalecer o desenvolvimento regional, gerar empregos de qualidade e impedir que as demandas industriais do continente continuem migrando para países da Ásia, aprofundando desigualdades e precarização. 

“A construção desta plataforma é inédita. Pela primeira vez trabalhadores, empresários, academia e governos elaboram juntos uma proposta para o setor naval no Cone Sul. Isso devolve força à nossa região num momento em que corporações transnacionais tentam retirar direitos e explorar nossos recursos. Com esta plataforma, recolocamos o Cone Sul na disputa global”, destacou Maicon. 

O documento entregue ao MDIC propõe que o Brasil, por ser o país com maior estrutura produtiva e por estar retomando políticas industriais, lidere o diálogo entre os governos da região. O Ministério, responsável por reorganizar a legislação e reconstruir a indústria naval brasileira, recebeu o material como subsídio estratégico. 

Segundo Edson Rocha, a entrega é apenas o primeiro passo. “A luta está só começando. Precisamos impedir que nossa demanda industrial continue sendo enviada ao exterior enquanto os trabalhadores brasileiros e nossos hermanos ficam no subemprego. Esta plataforma cria um caminho para retomar a construção de navios, plataformas e toda a cadeia produtiva, com emprego de qualidade aqui na América do Sul.” 

A cadeia naval é uma das mais extensas e de maior impacto social e econômico, envolvendo setores como metalurgia, química, construção civil, energia, logística, alimentação e tecnologia. Como aponta o documento, ela possui enorme potencial de reativar economias, reduzir a sazonalidade típica do setor e garantir produção contínua e lucrativa na região. 

Um passo decisivo para um futuro comum 

Para Maicon, a plataforma inaugura um novo patamar de cooperação regional. “Estamos colocando a região na rota dos grandes blocos internacionais. A indústria naval é estratégica e pode integrar economias inteiras. É disso que se trata: empregos, soberania e futuro para o nosso povo.” 

Edson reforça o compromisso da CNM/CUT. “Seguiremos lutando para transformar este documento em políticas concretas que gerem trabalho, renda e dignidade para milhões de trabalhadores e trabalhadoras.” 

A entrega ao MDIC simboliza o início de uma articulação que pode redesenhar o mapa industrial da América do Sul, com protagonismo dos trabalhadores, integração produtiva e desenvolvimento a serviço da soberania da região.

A Plataforma reafirma a necessidade de ressignificar e fortalecer o papel sindical nas relações de trabalho, especialmente diante dos desafios tecnológicos, das reformas trabalhistas recentes e da convivência entre múltiplas gerações no mundo do trabalho.O documento propõe: 

  • – Criação de um Fórum Tripartite Permanente + Academia;
  • – integração de universidades, institutos técnicos e escolas de engenharia;
  • – alinhamento das condições de trabalho, segurança e proteção social entre os países;
  • – equivalência salarial na cadeia naval;
  • – integração tecnológica entre empresas do Cone Sul;
  • – políticas de fomento e soberania produtiva em toda a região;
  • – centros tecnológicos integrados;
  • – articulação legislativa conjunta nos países participantes.

 

Construindo uma agenda de transformação na América do Sul

O processo conta também com a participação do deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), integrante da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Naval, e de sindicatos nacionais do Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia e Paraguai. 

As entidades signatárias incluem: CNM/CUT; UOM; ATE; PIT-CNT; Industriall/Constramet; CNTM; Sindicato Argentino de Obreros Navales; FISENGE; Senge-RJ; UFF; CCSCS; SINAVAL e Transpetro.

* O documento: Integração e Cooperação da Indústria Naval e Offshore no Cone Sul (pdf) pode ser lido no Acervo do Projeto Brasil, confira:

Integração e Cooperação da Indústria Naval e Offshore no Cone Sul

5 minutos de leitura 960 palavras 42 visualizações

Deixe um comentário