O artigo de Ricardo T. Neder, da UnB, analisa o potencial da aplicação de sistemas Big Data e tecnologia digital no combate à pobreza e no enfrentamento do desemprego crônico no Brasil. O autor argumenta que a conjuntura atual, marcada pela fratura entre o mercado de trabalho formal e informal, exige um planejamento estratégico inspirado em modelos como o da China, para integrar dados e desenvolver uma governança 4.0. Ele propõe a “industrialização popular” e a “plataformização solidária” como caminhos para incluir os trabalhadores da economia popular em um sistema nacional de trabalho e renda, reformulando as políticas públicas existentes. Ele apresenta propostas tecnocientíficas e socioeconômicas para promover uma transição justa no regime de trabalho brasileiro por meio da tecnologia e da solidariedade. Leia o artigo completo:
Categoria Do Documento: Tecnologia
Terras Raras, A Nova Fronteira da Reindustrialização Brasileira, por Luís Nassif
O Brasil está diante de uma nova janela histórica — talvez a mais estratégica desde a descoberta do pré-sal. Com cerca de 23% das reservas mundiais estimadas de terras raras, o país tem em mãos um ativo geopolítico e tecnológico capaz de reposicioná-lo como potência industrial verde no século XXI. Artigo de Luís Nassif. Mais informações: https://projetobrasil.jornalggn.com.br/artigos/especial-ggn-terras-raras-a-nova-fronteira-da-reindustrializacao-brasileira-por-luis-nassif/
Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança Inclusiva e Sustentável: a agenda climática da 17ª Cúpula dos BRICS
Argumenta que o Brasil tenta posicionar o BRICS como polo normativo alternativo na governança climática; revisa avanços desde Paris/Sendai, mapeia tensões internas (China carvão; Rússia sob sanções; novos membros produtores de fósseis) e define quatro frentes da presidência: biomas/desmatamento, transição energética justa, financiamento Sul–Sul e justiça ambiental. Escrito por Laura Martins Oliveira dos Santos e publicado originalmente no Boletim Lua Nova (CEDEC).
Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança Inclusiva e Sustentável: a agenda climática da 17ª Cúpula dos BRICS
Argumenta que o Brasil tenta posicionar o BRICS como polo normativo alternativo na governança climática; revisa avanços desde Paris/Sendai, mapeia tensões internas (China carvão; Rússia sob sanções; novos membros produtores de fósseis) e define quatro frentes da presidência: biomas/desmatamento, transição energética justa, financiamento Sul–Sul e justiça ambiental. Escrito por Laura Martins Oliveira Santos e publicado originalmente no Boletim Lua Nova (CEDEC).
Contratos, Códigos e Controle: A Influência das Big Techs no Estado Brasileiro
Nota Técnica do Estudo de pesquisadores da USP e da Universidade de Brasília (UnB) sobre a influência das Big Techs no Brasil. Publicado em julho de 2025. O trabalho também está disponpível na versão completa.
Autores: Ergon Cugler de Moraes Silva, Isabela Rocha, José Carlos Vaz, Julia Ribeiro de Almeida Veneziani e Camila de Camargo Modanez
LIVRO VIOLETA 5ª CNCTI: Contribuições para uma Estratégia Nacional de CTI
O texto apresenta as contribuições para a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI) do Brasil, um evento crucial para moldar a estratégia nacional de CT&I. Ele detalha a governança do Sistema Nacional de CT&I (SNCTI), os desafios e oportunidades no setor, e a importância da educação, inclusão social e sustentabilidade ambiental para o desenvolvimento do país. A publicação também aborda a necessidade de uma neoindustrialização impulsionada pela ciência, o papel do Brasil no cenário internacional de CT&I, e a relevância da popularização da ciência e da ciência aberta para engajar a sociedade e combater a desinformação. Por fim, reforça a interconexão entre ciência e cultura, destacando a importância dos saberes tradicionais e a necessidade de políticas integradas.
Subsídios para a Estratégia Nacional de CT&I (E-Book)
Este e-book compila as discussões e recomendações da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (5ª CNCTI) do Brasil, um evento que reuniu mais de 100 mil participantes em todo o país. O objetivo principal é fornecer subsídios para a Estratégia Nacional de CT&I para a próxima década, abordando quatro eixos temáticos: recuperação e consolidação do Sistema Nacional de CT&I, reindustrialização baseada em novas tecnologias, CT&I para programas estratégicos nacionais e CT&I para o desenvolvimento social. O documento também destaca temas transversais como sustentabilidade, educação científica, e a integração de saberes tradicionais, enfatizando a importância da ciência para um Brasil justo e desenvolvido. Além disso, menciona o Acervo Digital da 5ª CNCTI como uma ferramenta moderna para acessar todo o conteúdo gerado durante a conferência.
Síntese das Recomendações da 5ª Conferência Nacional de CTI
O documento apresenta as recomendações transversais da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), um evento crucial para definir as políticas públicas brasileiras na área até 2030. Organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o relatório sintetiza as propostas de diversas sessões, focando no fortalecimento da ciência nacional. As diretrizes abrangem temas como a colaboração internacional, o investimento em áreas estratégicas, a integração entre indústria e pesquisa, e a redução das disparidades regionais. Além disso, o texto aborda a formação e inserção de jovens cientistas, a sustentabilidade dos fundos de fomento e a qualidade da pós-graduação no Brasil, visando um desenvolvimento mais equitativo e inovador.
Seminário Deep Tech Brasil
Documento elaborado após a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, onde a Finep lançou uma proposta de Diretrizes para uma Estratégia Nacional de Apoio à Startups Deep Techs. A partir deste encontro, foi criada uma aliança por uma política nacional de apoio à Startups Deeptech.
A internet, a democracia e a captura das paixões
Autora: Daniela Theuer -Doutora em Ciências Sociais (Ciência Política) pela Faculdade de Economia e Ciências Sociais da Universidade de Tübingen. E-mail: [email protected]; Orcid https://orcid.org/0009-0006-2964-7854.
Resumo: Por que e de que forma as redes digitais de comunicação e informação tiveram, além de seus aspectos informativos e de conexão, um forte efeito de polarização social e impacto negativo sobre a democracia? Este é um tema complexo e multifacetado. O presente artigo discute como as práticas adotadas pelas grandes corporações digitais contribuíram com a ascensão e amplificação de movimentos autoritários. Diversos fatores levam a este fenômeno, incluindo 1) a estrutura capilarizada da internet, que levou a uma fragmentação da base informacional; 2) a lógica econômica extrativista da nova economia digital com seus algoritmos que buscam maximização de lucro, direcionando os usuários a conteúdos conspiracionistas, recompensando engajamento de qualquer teor e aglomerando pessoas e grupos originalmente distintos; e 3) técnicas viciantes. Por conta das recompensas a conteúdos estridentes e polarizadores e a exploração dos afetos na rede, o resultado parece inevitável. Isto não significa que a trajetória não possa ser alterada