A revolução financeira do BRICS, por Luís Nassif

Luís Nassif

A cobertura das reuniões do Novo Banco do BRICS limitou-se às reuniões e discursos públicos. A parte mais relevante, no entanto, foram os relatórios com as conclusões.

Um dos temas centrais foram as formas de fugir ao domínio do dólar. Não se falou em moeda única, mas em maneiras de reduzir a influência do dólar e proceder a uma desdolarização progressiva.

Há grandes avanços sobre as propostas anteriores.

Em vez de insistir numa “moeda única”, o BRICS está montando modelos permitindo a convivência entre as diversas moedas do grupo, além da criação de instrumentos financeiros e de seguros para fortalecer os investimentos prioritários.

Os organismos centrais em construção são:

  1. Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).
    Já em operação. Uma das declarações conjuntas, no encontro no NBD no Rio de Janeiro,  foi o apoio à liderança de Dilma Rousseff. É atribuída à sua gestão a expansão dos membros do BRICS e do NBD. A  prioridade será a expansão do financiamento em moeda local e sua consolidação como instituição global de desenvolvimento.
  2. Plataforma Multilateral de Garantias (BMG)
    Projeto piloto, incubado no NDB, para reduzir riscos e atrair investimentos privados em infraestrutura e sustentabilidade.
  3. Nova Plataforma de Investimentos (NIP)
    Ainda em discussão, com foco na cooperação entre Ministérios da Fazenda e Bancos Centrais.

São mudanças significativas em relação às propostas anteriores.

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