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16/07/2025 às 16:25 #5747
Fórum criado para discutir a soberania digital brasileira, à luz da entrevista da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Luciana Santos, que detalhou os planos e iniciativas atuais.
O ousado plano de soberania digital do governo brasileiro
Patricia Faermann
Em entrevista exclusiva a Luis Nassif, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Luciana Santos, apresentou as iniciativas do governo para o Brasil atingir a soberania digital, como um dos pilares de desenvolvimento do país.
Entre as estratégias, Luciana destacou o papel do BRICS na Ciência e na Tecnologia, citando projetos de pesquisa conjuntos e a prioridade dada à inteligência artificial, mencionou os acordos bilaterais com o Vietnã e a China no desenvolvimento de semicondutores e satélites, a criação de centros de competência em Inteligência Artificial, e a importância de uma nuvem soberana de dados para o Brasil, com a construção, por exemplo, do cabo submarino Sul-Sul.
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16/07/2025 às 16:28 #5750
Também no Projeto Brasil, há um Fórum criado para discutir, especificamente, a Inteligência Artificial, com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e o Seminário Deep Tech Brasil, confira abaixo:
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16/07/2025 às 16:30 #5751
Uso de Dados e IA para políticas públicas de cenários futuros
Foi lançado no país o Programa Nacional de Inteligência e Governança Estatística e Geocientífica por dois órgãos importantes – o IBGE e o Serpro – que unirão forças junto ao governo, com o uso de dados brasileiros, robustez tecnológica e Inteligência Artificial para alimentar as políticas públicas. O objetivo do programa é que se mude completamente a atuação destes órgãos, que trabalham em base a dados e estatísticas do passado, e se formule soluções para problemas e cenários futuros, por meio de previsões estatísticas certeiras.
O programa visa inovar a formulação de políticas públicas no Brasil, utilizando dados estatísticos e geocientíficos para antecipar cenários e problemas futuros, afastando-se da dependência exclusiva de realidades passadas.
Destaca-se a adesão de oito instituições governamentais à iniciativa, que faz parte de uma articulação mais ampla do governo federal e está alinhada com o Sistema Nacional Soberano de Geociência, Estatísticas e Dados (Singed). Sete ministérios estão comprometidos com a inovação, incluindo Relações Exteriores, Desenvolvimento Social e Planejamento.
O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) contribui com sua robustez tecnológica e segurança da informação, enquanto o IBGE reforça sua posição como Instituição de Ciência e Tecnologia, focando em projetos que integram diversas fontes de dados e utilizam inteligência artificial para criar projeções e subsidiar decisões governamentais eficazes.
Objetivos do Programa Nacional de Inteligência e Governança Estatística e Geocientífica:
• Antecipação de Cenários Futuros: Em vez de basear as políticas na realidade já observada (passado ou presente recente), o programa possibilitará a apresentação de informações estatísticas e geocientíficas que preparam melhor as instituições para intervir em uma realidade em transformação. Isso significa fortalecer a capacidade do Estado de identificar problemas e oportunidades antes que se agravem.
• Formulação de Políticas Mais Sólidas e Eficazes: A expectativa é gerar informações que orientem decisões de governo com base em evidências e projeções, aumentando a precisão do planejamento nacional.
• Integração e Padronização de Dados: A iniciativa propõe o acesso e a integração de bancos de dados aos quais o IBGE ainda não tinha acesso consistente. O Sistema Nacional Soberano de Geociência, Estatísticas e Dados (Singed)visa integrar e padronizar registros atualmente dispersos em diferentes instituições públicas, transformando-os em estatísticas preditivas confiáveis. Isso é facilitado pelo programa Conecta GOV.BR do MGI e pelo acordo de cooperação entre IBGE e Serpro, que permitem a integração de bancos de dados via Interface da Programação de Aplicativos (API’s).
• Uso de Tecnologias Avançadas e Inteligência Artificial: O IBGE, alinhado com recomendações internacionais, tem procurado integrar bancos de dados e utilizar inteligência artificial e ciências de dados para combater a desinformação estatística e fortalecer a soberania nacional dos dados.
As Tecnologias de IA e Dados que serão aplicadas:
• Integração de bancos de dados pela Interface da Programação de Aplicativos (API’s), através do programa Conecta GOV.BR do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)
• Pesquisas experimentais de integração e pareamento de bancos de dados nas pesquisas conjunturais e estruturais, utilizando registros civis, cadastros dos Correios e da Aneel, Censo Escolar, CadÚnico, RAIS, CNPJ, entre outros
• O Projeto Inteligência Artificial e Políticas Públicas conta com o Assistente ChatPP
• Uso intensivo de múltiplas fontes de dados, técnicas de ajustes e modelos demográficos para aprimorar estimativas anuais de população
• Experimento avançado longitudinal nos dados individuais anonimizados dos residentes do país a partir dos Censos Demográficos (1991, 2000, 2010, 2022)
A iniciativa busca fortalecer a capacidade do Estado de identificar problemas e oportunidades, oferecendo uma base mais sólida para a formulação de políticas públicas eficazes, sustentáveis e voltadas ao médio e longo prazo. Isso representa uma mudança significativa na forma de elaboração de políticas públicas no Brasil, passando de uma base na realidade observada para uma preparação melhor das instituições para intervir em uma realidade em transformação.
Mais sobre:
Brasil lança programa de IA e Dados para antecipar cenários de políticas públicas
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21/07/2025 às 16:01 #5859
Soberania digital brasileira
As vulnerabilidades da internet brasileira decorrem de fatores técnicos, institucionais, econômicos e geopolíticos. Abaixo, apresento uma análise estruturada por camadas de risco:
🧱 1. INFRAESTRUTURA FÍSICA
🌐 a) Dependência de cabos submarinos internacionais
Fato Risco envolvido 99% dos dados internacionais do Brasil passam por cabos submarinos Interrupções (por sabotagem ou acidentes) podem isolar o país Principais saídas: Fortaleza, Santos, Rio de Janeiro Ataques físicos ou espionagem em hubs estratégicos 🔍 Ex: cabos como SAC (South Atlantic Cable) e MONET ligam Brasil aos EUA e à Europa. Pouca redundância com a África.
🛰️ b) Ponto único de interconexão (PIX – PTT)
Embora o IX.br (NIC.br) mantenha uma das maiores redes de pontos de troca de tráfego do mundo, muitas rotas internas ainda passam por servidores nos EUA.
Isso gera riscos de interceptação, latência desnecessária e espionagem de dados.🔐 2. CIBERSEGURANÇA
🛡️ a) Sistemas críticos desatualizados
Muitos sistemas públicos e privados ainda operam com infraestrutura desatualizada (Windows Server antigo, firewalls frágeis).
Falta política nacional robusta e auditável de atualização em tempo real.💸 b) Setor bancário e PIX
Apesar da excelência do PIX, o sistema já sofreu diversos ataques contra infraestruturas de liquidação terceirizadas (ex: C&M Software, 2025).
Falta de segmentação e camadas de autenticação nas APIs bancárias expõem brechas.🛠️ c) Falta de coordenação entre órgãos
Múltiplas instâncias com pouca integração: GSI, CERT.br, Abin, Polícia Federal, Defesa Cibernética do Exército.
Ataques de ransomware muitas vezes enfrentam resposta lenta e não coordenada.🌐 3. DEPENDÊNCIA TECNOLÓGICA E SOVRANIDADE DIGITAL
Fator de dependência Impacto Cloud services centralizados (AWS, Azure, Google) Dados estratégicos podem ser acessados via acordos como o CLOUD Act (EUA) Chips, roteadores, hardware Quase toda a infraestrutura depende de importação Redes sociais e buscadores Algoritmos controlados por empresas estrangeiras ⚠️ Riscos:
Sanções internacionais podem desconectar partes da economia brasileira (como ocorreu com o Irã e a Rússia).
Falta de cloud soberana ou data centers com controle total brasileiro.🧠 4. FALTA DE ALFABETIZAÇÃO DIGITAL E RESILIÊNCIA SOCIAL
Engenharia social e fake news ainda têm alto poder de mobilização, inclusive contra instituições.
Muitos usuários ignoram práticas básicas de cibersegurança (senhas fracas, phishing etc.).
Ataques coordenados (botnets, deepfakes) ainda encontram brechas para manipular a opinião pública.🧪 5. DEPENDÊNCIA DE POUCOS PROVEDORES
Setor Vulnerabilidade Provedores de backbone Vivo, Embratel, Algar dominam interconexões DNS raiz e resolução local Muito tráfego ainda é roteado via servidores externos CDN e serviços de cache Grande dependência de Akamai, Cloudflare e Amazon ✅ RESUMO – VULNERABILIDADES DA INTERNET BRASILEIRA
Categoria Exemplos críticos Infraestrutura física Cabos submarinos, pontos únicos de conexão Cibersegurança Sistemas desatualizados, falta de integração Soberania digital Cloud estrangeira, chips importados, algoritmos Social/comportamental Baixa educação digital, alta exposição a ataques Geopolítica Suscetibilidade a sanções, espionagem internacional 🧭 Medidas que o Brasil pode adotar
1. Desenvolver cloud soberana (gov.br e estatal).
2. Ampliar a malha nacional de cabos ópticos internos e com América do Sul e África.
3. Fortalecer o ComDCiber (Comando de Defesa Cibernética) e unificar respostas com CERT.br e PF.
4. Criar normas obrigatórias de cibersegurança para órgãos públicos e bancos (tipo GDPR + NIST).
5. Educar a população digitalmente, com foco em jovens e servidores públicos. -
29/07/2025 às 13:25 #6003
As investidas de Donald Trump sobre o Brasil colocam na cena política-diplomática um cenário cruel: as novas formas de guerra digital.
De início, recorreu ao instrumento das tarifas comerciais. Mas sua bomba atômica são o controle norte-americano sobre os instrumentos digitais. E a possibilidade de apertar o gatilho expõe, de maneira cruel, a pouca prioridade que o país deu ao tema da soberania digital.
Segue o artigo de Luis Nassif:
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01/08/2025 às 15:35 #6085
Setor público gasta bilhões com tecnologia estrangeira ao invés de investir em ciência nacional
Estimativa de estudo da USP e UnB aponta que gasto com produtos tecnológicos internacionais cobriria um ano de bolsas para todos os pós-graduandos do Brasil, além de desestimular inovação no País:
Setor público gasta bilhões com Big Techs ao invés de ciência nacional, mostra estudo
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01/08/2025 às 15:40 #6087
O fator Trump e o poder das big techs, por Luís Nassif
Está claro a instrumentalização das big techs por Trump, exigindo que se aliem contra a China, Irã e adversários internos. O artigo completo no Jornal GGN.
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13/08/2025 às 11:20 #6322
Novo artigo, no Projeto Brasil, “Como as big techs lucram com a pedofilia” analisa o documentário “Adultização”, de Felca, que viralizou recentemente.
Segundo a autora, Sara Goes, uma “prova audiovisual de que a exploração sexual infantil nas plataformas digitais não é exceção, nem acidente, é uma consequência previsível de um modelo de negócios que transforma atenção em lucro, mesmo quando essa atenção se ancora na violação mais grave dos direitos humanos. Ao expor a engrenagem que liga influenciadores, algoritmos e mercados de pedofilia, o vídeo rompe a barreira do que costuma ser tratado como ‘casos isolados’ e revela a dimensão sistêmica do problema.”
A denúncia de Felca, Adultização, e Big Techs: o contexto da sexualização infantil no Brasil
O documentário pode ser visto aqui:
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18/08/2025 às 16:36 #6412
Série Soberania Digital do Projeto Brasil discute Adultização, violência nas redes e poder das Big Techs
O Projeto Brasil lança, nesta semana, uma série especial sobre Soberania Digital, envolvendo o poder das Big Techs e as ameaças ao Brasil. Comandando pela especialista Isabela Rocha, o episódio de lançamento fala de um tema caro e urgente: Adultização, com Ergon Cugler. Este e outros grandes nomes estarão debatendo e ensinando a população sobre soberania do Brasil nas redes. Confira:
Anexos:
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22/08/2025 às 17:21 #6494
Confira todos os episódios da série “Soberania Digital”:
Ep. 1 ADULTIZAÇÃO: Regulação das Redes para a Proteção de Crianças
Ep. 2 ALIANÇAS: A potência dos BRICS na guerra digital contra os EUA
Ep. 3 LETRAMENTO DIGITAL E CONTEXTO BRASILEIRO: O que o Brasil precisa para superar dependência tecnológica
Ep. 4 DESMISTIFICANDO A IA: A realidade humana por trás da IA e desafios para a soberania digital brasileira
Ep. 5 DATA CENTERS: impactos ambientais, geopolítica e interesse dos EUA
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