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    • #4400
      Luis Nassif
      Mestre
        @luis-nassif

        Forum de discussão dos rumos das inteligência artificial no país.

        Conforme exposto no artigo “Projeto Brasil: o plano brasileiro de inteligência artificial”, o plano “IA para Todos – Plano Brasileiro de Inteligência Artificial” representa um passo estratégico para o desenvolvimento tecnológico e social do Brasil. Ele estabelece princípios fundamentais e rotas estratégicas que buscam equilibrar inovação, inclusão digital e soberania tecnológica.

        Os objetivos do PBIA abrangem áreas cruciais como saúde, educação, meio ambiente e segurança pública, promovendo um investimento de R$ 23 bilhões até 2028 para acelerar o impacto da IA no país. Além disso, ele enfatiza IA centrada no ser humano, garantindo que a tecnologia respeite a dignidade, os direitos sociais e a diversidade cultural brasileira.

        Um dos pontos-chave do plano é a redução da dependência tecnológica externa, fortalecendo a criação de soluções locais e incentivando um ecossistema de inovação robusto. Também há foco em transparência e governança, assegurando que a IA seja rastreável, responsável e que proteja a privacidade e segurança dos dados.

        A implementação do plano prevê ações de impacto imediato, como diagnósticos médicos mais rápidos no SUS, prevenção da evasão escolar com IA e monitoramento ambiental para combate ao desmatamento ilegal. Paralelamente, há esforços estruturantes para infraestrutura computacional, capacitação de profissionais e incentivo a startups de IA.

        A governança será conduzida pelo Comitê Interministerial para a Transformação Digital, com avaliações periódicas para garantir eficiência e alinhamento com os objetivos estratégicos. Com esse plano, o Brasil busca se posicionar como líder global em IA sustentável e inclusiva, promovendo inovação responsável e participando ativamente de fóruns internacionais sobre governança da IA.Finalmente foi divulgado o plano “IA para Todos – Plano Brasileiro de Inteligência Artificial”, que visará organizar as ações previstas na 5ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia.

        O plano define princípios e rotas estratégicas. Obviamente, para ser implementado haverá a necessidade de criação de estruturas que garantam a continuidade das ações propostas.

        Os principais pontos do plano estão no artigo:

        Projeto Brasil: o plano brasileiro de inteligência artificial

      • #4402
        Luis Nassif
        Mestre
          @luis-nassif

          Seminário Deep Tech Brasil

          O documento “I Seminário Deep Tech Brasil – EBOOK” apresenta um panorama detalhado sobre o primeiro seminário dedicado às deep techs no Brasil. A seguir, um resumo dos principais pontos abordados:

          Objetivo do Seminário
          O seminário teve como propósito promover o debate sobre o papel das deep techs — startups baseadas em ciência e tecnologia de fronteira — na transformação da economia brasileira, especialmente no fomento à inovação de base científica.

          Temas Principais
          Definição e Importância das Deep Techs

          São empresas intensivas em conhecimento científico e tecnológico.
          Exigem maior tempo de maturação e investimento de longo prazo.
          Atuam em áreas como biotecnologia, nanotecnologia, inteligência artificial, novos materiais e computação quântica.
          Ecossistema de Inovação no Brasil

          Desafios enfrentados pelas deep techs: falta de financiamento, infraestrutura precária, dificuldades de escalonamento e conexão com o setor produtivo.
          Potencial do Brasil em áreas como agritech, saúde e energia.
          Papel das Universidades e Centros de Pesquisa

          Relevância da ciência básica e da valorização do conhecimento acadêmico para gerar inovação.
          Incentivo à cultura de empreendedorismo nos ambientes universitários.
          Financiamento e Políticas Públicas

          Necessidade de instrumentos financeiros adequados: fundos de investimento, subvenções, capital de risco e políticas de Estado.
          Participação de agências como FINEP, BNDES, CNPq e EMBRAPII.
          Casos e Iniciativas Inspiradoras

          Apresentação de startups deep tech brasileiras e experiências internacionais.
          Destaque para programas de aceleração, incubadoras e hubs tecnológicos.

          Conclusões e Recomendações
          Criar um ambiente mais favorável à ciência, tecnologia e inovação.
          Estimular políticas públicas consistentes e de longo prazo.
          Promover maior integração entre academia, setor produtivo e governo.
          Ampliar os mecanismos de financiamento e reduzir a burocracia.
          Valorizar o papel estratégico das deep techs na soberania tecnológica nacional.

        • #5319
          Projeto Brasil
          Mestre
            @comunidade-ggn

            Uso de Dados e IA para políticas públicas de cenários futuros

            Foi lançado no país o Programa Nacional de Inteligência e Governança Estatística e Geocientífica por dois órgãos importantes – o IBGE e o Serpro –  que unirão forças junto ao governo, com o uso de dados brasileiros, robustez tecnológica e Inteligência Artificial para alimentar as políticas públicas. O objetivo do programa é que se mude completamente a atuação destes órgãos, que trabalham em base a dados e estatísticas do passado, e se formule soluções para problemas e cenários futuros, por meio de previsões estatísticas certeiras.

            O programa visa inovar a formulação de políticas públicas no Brasil, utilizando dados estatísticos e geocientíficos para antecipar cenários e problemas futuros, afastando-se da dependência exclusiva de realidades passadas.

            Destaca-se a adesão de oito instituições governamentais à iniciativa, que faz parte de uma articulação mais ampla do governo federal e está alinhada com o Sistema Nacional Soberano de Geociência, Estatísticas e Dados (Singed). Sete ministérios estão comprometidos com a inovação, incluindo Relações Exteriores, Desenvolvimento Social e Planejamento.

            O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) contribui com sua robustez tecnológica e segurança da informação, enquanto o IBGE reforça sua posição como Instituição de Ciência e Tecnologia, focando em projetos que integram diversas fontes de dados e utilizam inteligência artificial para criar projeções e subsidiar decisões governamentais eficazes.

            Objetivos do Programa Nacional de Inteligência e Governança Estatística e Geocientífica:

            • Antecipação de Cenários Futuros: Em vez de basear as políticas na realidade já observada (passado ou presente recente), o programa possibilitará a apresentação de informações estatísticas e geocientíficas que preparam melhor as instituições para intervir em uma realidade em transformação. Isso significa fortalecer a capacidade do Estado de identificar problemas e oportunidades antes que se agravem.

            • Formulação de Políticas Mais Sólidas e Eficazes: A expectativa é gerar informações que orientem decisões de governo com base em evidências e projeções, aumentando a precisão do planejamento nacional.

            • Integração e Padronização de Dados: A iniciativa propõe o acesso e a integração de bancos de dados aos quais o IBGE ainda não tinha acesso consistente. O Sistema Nacional Soberano de Geociência, Estatísticas e Dados (Singed)visa integrar e padronizar registros atualmente dispersos em diferentes instituições públicas, transformando-os em estatísticas preditivas confiáveis. Isso é facilitado pelo programa Conecta GOV.BR do MGI e pelo acordo de cooperação entre IBGE e Serpro, que permitem a integração de bancos de dados via Interface da Programação de Aplicativos (API’s).

            • Uso de Tecnologias Avançadas e Inteligência Artificial: O IBGE, alinhado com recomendações internacionais, tem procurado integrar bancos de dados e utilizar inteligência artificial e ciências de dados para combater a desinformação estatística e fortalecer a soberania nacional dos dados.

            As Tecnologias de IA e Dados que serão aplicadas:

            • Integração de bancos de dados pela Interface da Programação de Aplicativos (API’s), através do programa Conecta GOV.BR do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)

            • Pesquisas experimentais de integração e pareamento de bancos de dados nas pesquisas conjunturais e estruturais, utilizando registros civis, cadastros dos Correios e da Aneel, Censo Escolar, CadÚnico, RAIS, CNPJ, entre outros

            • O Projeto Inteligência Artificial e Políticas Públicas conta com o Assistente ChatPP

            • Uso intensivo de múltiplas fontes de dados, técnicas de ajustes e modelos demográficos para aprimorar estimativas anuais de população

            • Experimento avançado longitudinal nos dados individuais anonimizados dos residentes do país a partir dos Censos Demográficos (1991, 2000, 2010, 2022)

            A iniciativa busca fortalecer a capacidade do Estado de identificar problemas e oportunidades, oferecendo uma base mais sólida para a formulação de políticas públicas eficazes, sustentáveis e voltadas ao médio e longo prazo. Isso representa uma mudança significativa na forma de elaboração de políticas públicas no Brasil, passando de uma base na realidade observada para uma preparação melhor das instituições para intervir em uma realidade em transformação.

            Mais sobre: 

            https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43795-oito-instituicoes-aderem-ao-programa-do-ibge-e-serpro-para-fortalecer-politicas-publicas-preditivas

            IBGE e Serpro lançam programa para antecipar cenários e modernizar políticas públicas

          • #5756
            Projeto Brasil
            Mestre
              @comunidade-ggn

              Por Camila Modanez* e Isabela Rocha**

              O Brasil está prestes a lançar sua nova política nacional para data centers (Redata), um movimento estratégico em conformidade com o Plano Brasileiro para IA, que pode redesenhar a infraestrutura digital do país para as próximas décadas, a despeito de questões envolvendo a soberania digital e a exposição do mercado brasileiro ao capital estrangeiro predatório da Big Tech. Mas, junto com a expectativa por mais conectividade, armazenamento e capacidade de processamento, vem também uma pergunta que ecoa com força: é possível expandir a infraestrutura computacional e, ao mesmo tempo, conservar o meio ambiente?

              Leia aqui:

              Data centers e meio ambiente: sim, é possível conciliar

              • Esta resposta foi modificada 10 meses, 3 semanas atrás por Projeto Brasil.
            • #5998
              Projeto Brasil
              Mestre
                @comunidade-ggn

                Uso da tecnologia de informação para acabar com o anonimato das emendas parlamentares

                Um sistema baseado em blockchain poderia revolucionar a transparência das emendas parlamentares no Brasil ao garantir rastreabilidade, imutabilidade, acesso público e auditabilidade automática. A dica me foi passada por Daniel Baracho, especialista em TI e militante progressista.

                Aqui desenvolvemos a proposta:

                Uso da tecnologia de informação para acabar com o anonimato das emendas parlamentares

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