Em queda a parcela dos trabalhadores no PIB dos EUA
ODTI
Esta matéria não apresenta uma novidade. A queda dos trabalhadores na participação da riqueza do país já vem caindo há décadas. A matéria mostra algumas das razões para que isso venha acontecendo, mas é claro que a principal razão encontra-se na crescente perda de poder da população frente aos oligarcas e plutocratas.
Segundo um gráfico do Financial Times elaborado com base em dados dos economistas Emmanuel Saez e Gabriel Zucman, os 0,00001% mais ricos dos americanos, aproximadamente 34 pessoas, controlam agora uma riqueza equivalente a quase 12% da renda nacional total dos EUA em um único ano.
Dados do Federal Reserve, ao final de2024, a metade mais rica das famílias americanas acumulava impressionantes 97,5% da riqueza nacional, deixando para a metade mais pobre apenas 2,5%.
O Observatório dos Direitos Trabalhistas e Sociais Internacionais, traduziu este texto das páginas da agência noticiosa Reuters/ Yahoo.
Participação dos trabalhadores no PIB dos EUA cai para nova mínima histórica
Reuters
Reportagem de Dan Burns; Edição de David Holmes e Nick Zieminski, publicado em 6 de agosto de 2026
Os trabalhadores dos EUA viram sua participação na economia americana cair novamente para uma mínima histórica no segundo trimestre, em meio a um boom de produtividade em curso que está gerando ganhos de produção que superam o crescimento salarial, informou o Departamento de Estatísticas do Trabalho (Bureau of Labor Statistics – BLS) nesta quinta-feira.
A chamada participação da força de trabalho no Produto Interno Bruto (PIB) nominal, que o BLS define como a porcentagem da produção que se acumula para os trabalhadores na forma de remuneração, caiu para 52,9% no segundo trimestre, ante 53,7% no primeiro trimestre.
Por que a participação dos trabalhadores no PIB atingiu uma mínima histórica?
Como o crescimento da produtividade se relaciona com a estagnação salarial?
Qual o papel da tecnologia na remuneração do trabalho?
Quais fatores estão impulsionando a queda da participação da mão de obra na renda?
Esse foi o menor índice desde o início da série histórica, em 1947, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS), que divulgou um crescimento da produtividade no segundo trimestre acima do esperado.
A participação da força de trabalho na renda vem caindo há décadas, impulsionada por forças como a diminuição da abrangência e do poder dos sindicatos, a globalização que transferiu empregos na indústria, relativamente bem remunerados, para centros de produção de baixo custo no exterior.
Mais recentemente, a economia testemunhou avanços tecnológicos como a automação e, potencialmente, a inteligência artificial, que permitem às empresas aumentar a produção sem aumentar substancialmente o número de funcionários.
Essa tendência significa, essencialmente, que os benefícios dos ganhos de produtividade estão se acumulando mais para os proprietários de empresas e acionistas do que para os trabalhadores, por meio de aumentos salariais.
Os rendimentos semanais reais – que medem o crescimento salarial em relação à inflação – permaneceram praticamente inalterados durante o primeiro semestre de 2026, embora os dados mais recentes, referentes a junho, tenham interrompido uma sequência de três meses consecutivos de queda e apresentado o melhor resultado em seis anos.
Este texto foi traduzido para o português com pequenas modificações e, portanto, sem a revisão dos autores. As opiniões expressas são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente as visões do ODTI. O texto original contêm os links para as referências.


